Mantendo Vivo

O Mantendo Vivo é um suplemento eletrônico do site www.kamonga.com.br, sobre gestão empresarial e assuntos afins, que circula quinzenalmente, em formato Newsletter, atualmente às terças-feiras.

Temos parceria de divulgação de conteúdos de gestão com diferentes veículos de comunicação (cadernos de economia, periódicos, sites especialistas e afins). Para divulgar seu conhecimento e enviar seu artigo, siga as orientações de formato abaixo:

Os textos devem:

  • Ser originais;
  • Refletir sobre a área de gestão empresarial, representando uma contribuição para o aprimoramento de executivos, empresários, estudantes e pesquisadores no assunto;
  • Ter atualidade e formato jornalístico, sem deixar de lado referências bibliográficas que sustentem o argumento do autor;
  • Ter entre duas e três laudas em corpo 12, Times New Roman, espaço 1,5 (MS-Word);
  • Ser acompanhados de um mini-currículo do autor, onde é fundamental constar sua graduação ou condição (por exemplo, engenheiro, administrador, psicólogo etc.), acompanhado de atual ocupação como gestor, dirigente e, ou, proprietário de organização correlata.
  • Ser acompanhado dos dados para contato: Nome completo - Empresa - Cargo - Área - Data de nascimento - E-mail - Telefone - Endereço - Cidade - Cep

Os arquivos NÃO devem:

  • Ser institucionais;
  • Buscar a promoção de pessoas ou instituições, o que os caracterizaria como informes publicitários (que exigem espaço pago e tratamento gráfico distinto, em respeito ao leitor);
  • Ser formatados em Power Point ou qualquer outro software que não o Word (porque dificultam sua transposição para o sistema de processamento de texto utilizado na redação). Gráficos e sugestão de ilustração devem ser enviados como arquivo anexado;

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A experiência traz sintonia fina

por Prof. Pachecão, 21 de de 2012

Depois de anos de estrada percebi que o que fortalece o caráter é a adversidade e usá-la exige coragem para enfrentar nossas próprias fraquezas, nossas falhas e erros passados. Devemos encarar as adversidades como oportunidades para repensar nossos valores e prioridades, estabelecer novas metas e renovar os propósitos mais profundos. Não tenha medo de fazer, de seguir o seu próprio caminho, o medo nos incapacita de avaliar corretamente a situação. O medo nos aprisiona. Quem tem medo não vive, vegeta. O medo está associado a ansiedade e nos dá a sensação de estar sendo ameaçado ou de ser vulnerável demais. E nenhuma boa decisão pode ser alcançada com medo, ansiedade e preocupação. 

O filósofo Ludwig Wittgenstein argumentou que “Se tudo o que eu tenho é um martelo, todo o resto se parece com um prego”. Se tenho um paradigma de medo, sinto que tudo à minha volta é ameaçador. Quando estamos com medo nossa mente fica tão cheia de vozes do passado que os pensamentos entram em conflito e com isso ficamos cegos para os processos que promovem a vida. Para quê se preocupar, uma vez que 90% dos nossos problemas são imaginários, 8% deles resolvem por si só e 2% não tem solução? Aprendi com os meus alunos que não adianta ligar para os problemas, eles não têm telefone. Constatei que a preocupação se hospeda em cabeça vazia, assim que uma se esgota, outra assume o seu lugar. E assim os vícios da preocupação e da ansiedade se alimentam. E Jesus nos pergunta: por que vocês estão sempre ansiosos? Será que seus pensamentos ansiosos podem acrescentar um dia a mais em suas vidas? A raiz do sofrimento pode ser encontrada em nossos desejos e ansiedades permanentes. A preocupação sempre está associada ao futuro, mesmo que o futuro seja o momento seguinte. O presente deveria ser o nosso maior interesse e, no entanto nossas preocupações faz com que vivemos tumultos mentais inúteis. 

Temos que estar cientes de que se não conseguirmos controlar essas emoções, elas nos controlarão. Às vezes agimos por motivações rasteiras, como ganância, raiva e desejo de autoafirmação, prejudicando nossa própria qualidade de vida. Jamais se torne prisioneiro disso e também da ânsia, ódio, rancor, inveja, necessidade de elogios ou desejo de popularidade. Pessoas desse tipo são eternamente insatisfeitas. Certa vez Carl Jung visitou uma tribo e conversou com o cacique a respeito do que ele achava do homem branco. O cacique não titubeou e o definiu numa única palavra: louco. Está sempre com rosto tenso, olhar espantado e ar cruel, busca incessantemente por algo que não sabe o que é, além disso, está sempre agitado, ansioso e descontente. Não sabemos o que deseja, o que busca, achamos que é a mais pura personificação da loucura. De certa forma, vivemos grande parte de nossa existência num estresse que se caracteriza por superficialidade, ausência de compromissos e falta de um significado mais profundo. E a principal causa do estresse que perturba a maioria das pessoas é a perda de significado. Quer uma sugestão? Alargue suas ideias e nada de arrogância e preconceito. Devemos ter sempre em mente que o nosso estado mental deve ser mais importante do que aquilo que estivermos fazendo, pois a nossa forma de sentir dita a nossa forma de agir. Direcionar a vida apenas para acumular dinheiro é essencialmente desanimador e nada inspirador, portanto atualize seus conhecimentos, viaje, dialogue com pessoas de diferentes culturas, sirva às grandes causas, faça com que seu trabalho tenha importância, que sua vida tenha propósito, enfim, faça a diferença no mundo. Evite fazer escolhas, sem importar-se com as consequências. Temos a tentação de enfrentar crises sem o menor fundamento. É preciso lembrar que somos superficiais e egocêntricos e vivemos à mercê de caprichos, emoções desenfreadas e das mais baixas motivações. As motivações são causas; comportamentos são efeitos. Busque motivações mais elevadas. Na verdade nossa mente joga contra ela mesma. 

Vivemos em meio a um conflito intenso. Uma verdadeira roda-viva de esforços frenéticos que acaba destruindo nossa vitalidade individual e coletiva. Tolere a diferença, apesar da discordância ou desconforto. Procure manter um sentimento de profunda humildade; a ausência de humildade gera orgulho e arrogância exagerada. Atravessamos nossas vidas e a dos outros deixando um rastro de consequências indesejáveis. Só há uma maneira de se livrar disso que é fazendo o que tem de ser feito e com todo empenho. Procure controlar suas emoções mais destrutivas e impulsos mais sombrios e saiba que sua mente estará em conflito se ela se sentir insegura. Nessas horas é melhor não confiar muito nela, pois a preocupação fragmenta a mente e distorce a perspectiva e a mente fragmentada produz medo e preocupação além de outras ações desintegradoras. 

O Branding Sistêmico

por Igor Macedo Cunha, 21 de de 2012

Recentemente perguntei, a um cliente do segmento de engenharia, sobre
planejamento. Respondeu-me da seguinte maneira: “Que planejamento? No mundo de hoje, todos os dias, tudo muda muito rápido! A depender da notícia dos jornais faço uma mudança na nossa estratégia de negócio!” 

Completei seu raciocínio da seguinte forma: “O desafio de adaptação neste mundo mais globalizado, interdependente, dinâmico e rápido é constante e todos na organização devem estar atentos às mudanças no ambiente, cientes de que também são agentes de mudança e tudo passa por uma reação às ações de cada um de nós! Estamos na era do mundo sistêmico, incluindo o risco sistêmico. Por isso há a necessidade de colaboração para manter em equilíbrio este sistema que vivemos, seja ele econômico, político, social ou ambiental. O norte para manter este sistema em equilíbrio é a nossa Identidade: a individual integrada a coletiva. O norte da sua empresa é a Identidade da Marca. Siga-a e vocês se adaptarão ao ambiente globalizado! E isso é Branding!!!”

A globalização e o avanço da tecnologia da informação e da comunicação, integrou a “aldeia global” permitindo que o fluxo da informação, do dinheiro e das mercadorias circulem pelo mundo de forma cada vez mais segura e veloz. Há uma grande integração entre as economias, onde as cadeias de suprimentos passaram de locais para globais. Seja da “lembrancinha” que dou a meus amigos pelo nascimento de minha filha Maria (importei de Seattle e de Singapura, por 50% do valor do produto nacional, com os impostos pagos), seja pela crise financeira da zona do Euro ou seja pelo desastre ecológico que atingiu o Japão e sua cadeia produtiva, o impacto é global!

Na perspectiva do Pensamento Sistêmico, somos todos elementos integrados ao grande e complexo sistema econômico-cultural que regulam nossas relações. Estamos integrados pela informação, pelos valores culturais e pela necessidade de sobrevivência (demanda e oferta). Essa interdependência nos mostra que devemos adotar o Pensamento Sistêmico para resolver os desafios de hoje e abandonar o presente Pensamento Fragmentado. Adotar o Pensamento Sistêmico significar ver o mundo e as instituições como sistemas integrados, onde a geração de valor está na qualidade das relações entre estes elementos do sistema. Em vez de descrever o corpo humano por suas partes (braço, perna, pulmão, amígdala, etc), descreva-o como o sistema de locomoção, que está integrado ao sistema respiratório, que esta integrado
ao sistema imunológico.

Em 2010 fiz parte de um grupo sob a liderança do PhD e professor do MIT Peter Senge, numa consultoria para a Starbucks, cujo objetivo era reduzir a zero o impacto ambiental do copo descartável utilizado por seus consumidores. Sozinha esta missão seria impossível. A solução encontrada foi engajar todos os stakeholders da cadeia de valor do copo descartável neste desafio, inclusive seus concorrentes, já que a Starbucks representava apenas 4% do mercado de copos. Conversando com os stakeholders da cadeia de valor descobrimos que para incentivar a cadeia da reciclagem era necessário fazer mudanças no design dos copos e no sistema de coleta e infraestrutura. Num evento com 90 representantes da cadeia concebemos projetos pilotos em Nova Iorque, Seattle e Chicago, onde todos os elementos do sistema (da cadeia de valor) uniram ações e investimentos para permitir 100% da reciclagem dos copos e diminuir drasticamente seu impacto ambiental: http://bcove.me/jzn1xvne. 

Com esta iniciativa a Starbucks lidera um movimento na construção de um novo ecossistema, engajando todos os seus stakeholders numa mudança de comportamento no consumo do café e numa nova experiência para a marca, onde o consumidor é um elemento fundamental. O que a Starbucks está fazendo é agir de acordo com seus princípios e sua Identidade, tendo na Sustentabilidade um pilar que norteia suas ações.Todos os stakeholders que engajaram nesta iniciativa estão se beneficiando. Da mesma forma, toda a cadeia de valor do café ganhou em qualidade, eficiência e valor agregado, por ter engajando na iniciativa do “Fair Trade”.

O que meu cliente está percebendo de mudança no seu ecossistema (ambiente onde a marca se relaciona e constrói valor) está motivando-o a construir uma cultura empresarial mais empreendedora, engajada e eficiente, que gere uma experiência de marca mais sustentável e inovadora a seus clientes e parceiros. O seu desafio passa pelo alinhamento de visão das lideranças sobre o significado das mudanças no mercado e quais competências são necessárias desenvolver para continuar liderando
em um mundo interdependente e mutante. A empresa está preparando líderes
integrados à dinâmica da construção de valor para sua Marca, sua Identidade, e seu ecossistema. De uma visão fragmentada onde o incentivo gera a competição entre os departamentos da empresa e estes com fornecedores e parceiros, passa a desenvolver uma cultura onde todos os envolvidos na geração de valor para o ecossistema da empresa ganham mais com a colaboração. O tamanho da pizza aumenta!! Para tornar suas obras e
serviços mais sustentáveis a empresa está integrando seus processos, ganhando em agilidade, redução de custos e agregando valor a seus clientes.

O Branding Sistêmico é uma ferramenta de gestão que usa o pensamento sistêmico para integrar as competências, as ações e os relacionamentos das pessoas em torno de uma Identidade, a Marca. Junto com o cliente desvendamos a natureza do seu desafio, construímos e implementamos a Estratégia de Marca para o atual cenário global.

Então, qual a natureza do seu desafio?

*Igor Macedo Cunha é criador da metodologia e proprietário da consultoria de marcas “Branding Sistêmico”. É administrador de Empresas com especialização em Marketing e Branding pela E.S.P.M. e M.B.A. pelo M.I.T. (Massachusetts Institute of Technology).

Sucesso, Acaso e Oportunidades

por Frederico Porto, 03 de Junho de 2012

Você já imaginou quantas vezes em nossas vidas temos a sensação de que éramos a pessoa certa no lugar certo?

Aliás, conta-se que Charlie Chaplin criou Carlitos, o seu mais famoso personagem, porque estava em um estúdio, o diretor pediu uma figura engraçada e ele saiu pegando peças de roupa que estavam soltas e assim nasceu um dos maiores ícones do cinema.

O que isto demonstra é que o sucesso seria o resultado não somente do seu talento e da sua atitude, mas também das oportunidades que a vida nos dá, para exercitar, via nossas atitudes, leia-se, nossas escolhas, os talentos que temos.

Hoje vamos falar da oportunidade, que na grande maioria das vezes surge por acaso e segue regras desconhecidas.

Em meados da década de 80 um psicólogo canadense de nome Roger Barnsley, analisou a lista dos jogadores de hóquei profissional do Canadá e descobriu que a maioria nascia nos meses de janeiro, fevereiro e março. Aliás, para ser mais exato, 40% nasciam entre janeiro a março, 30% entre abril e junho, 20% entre julho e setembro e somente 10% entre outubro e dezembro.

Como ele não acreditava em astrologia resolveu investigar a fundo, e descobriu que a data limite para se candidatar a liga de hóquei por idade é 1º de janeiro, então um garoto que faz 10 anos dia 2 de janeiro estará disputando uma vaga com outro que faz aniversário no dia 30 de dezembro e portanto seria quase um ano mais velho, lembrando que todos os candidatos já jogam acima  da média. Nesta fase da pré-adolescência, um ano faz muita diferença em termos de desenvolvimento físico. Desta maneira, no hóquei a maturidade física determinada pela idade está influenciando diretamente a capacidade e assim o acesso à maior possibilidade de treinar, porque ao entrar para a liga o garoto tem mais chances de praticar - um jogador da liga disputa de 50 a 70 partidas por temporada, enquanto os outros disputam somente 20.

Assim se cria uma profecia autorealizável, ou seja, acredita-se que sejam melhores (desconsiderando a influência da idade), dão a eles condições de treino superiores e eles realmente se tornam melhores, confirmando o que já se pensava, mas no fundo foi o treino diferenciado que alavancou o sucesso.

Você já imaginou quantos possíveis craques são desperdiçados somente por que tiveram o azar de nascer no segundo semestre?

O jogador não tem a menor idéia de que a oportunidade de ter sido escolhido foi influenciada pelo dia em que nasceu.

A prática, como podemos ver, se torna tão ou mais importante quanto o talento nato, aquele com o qual você nasce. Por isto, o ditado, “sucesso é 10% inspiração e 90% transpiração”, nunca foi tão verdadeiro. Estudos demonstram que para atingir a maestria em qualquer atividade, seja tocar um instrumento, ser um excelente vendedor, ou um empresário diferenciado, temos de ter pelo menos dez mil horas de prática, isto corresponde, a oito horas de dedicação diária, de segunda a sexta-feira por 5,2 anos.

Esta regra se aplica mesmo aos mais talentosos. É sabido que Zico e Pelé ficavam horas além do treino praticando como bater uma falta, ou algum outro exercício. Até um gênio, como Mozart - que já tocava piano aos 4 anos - compôs  suas grandes obras com mais de 20 anos de idade, quando  já tinha muito mais de dez mil horas de prática.

Quando nos deparamos com estas questões, nos perguntamos: o que podemos fazer?

Primeiramente, focar naquilo que você tem controle. Por exemplo, você tem controle das escolhas que faz para exercitar o seu talento, controle em gerar ação na sua vida, se colocar em movimento e assim aumentar a possibilidade de surgirem oportunidades. Mas sempre lembrando que somente terá maestria com a prática, muita prática e, claro, ajudará muito se investir em algo que faça com mais facilidade e que goste de fazer.

Reflita, em que você está disposto a investir dez mil horas para se tornar um mestre? Ou em que você já investiu dez mil horas? Este último seria o seu banco de talento, onde você depositou muitas horas de prática.

Conhecer o talento pessoal é fundamental, pois a oportunidade somente tem valor quando encontra alguém preparado para aproveitá-la.

Daqui para frente, sempre que ouvir um indivíduo falar das razões do seu sucesso, lembre-se que certamente haverá razões para aquele sucesso que nem mesmo o bem sucedido sabe, e que talvez este seja o grande segredo.

Portanto, não desista de lutar pelos seus sonhos. Mantenha-se disposto a inovar, a aprender sempre e quando realizá-los, tenha humildade, pois o acaso pode ter lhe ajudado muito mais do que você imagina.

Comportamento pode pesar mais que desempenho

por Rosana Fa Gonçalves, 03 de Junho de 2012

A cada dia que passa torna-se mais necessário que o profissional tenha uma postura adequada, pois nenhuma empresa quer ter sua imagem abalada por funcionários inadequados. Mas o que compreende essa tal postura? Espera-se que o profissional tenha capacidade para desempenhar as funções para as quais foi contratado e que, também, se vista e se comporte de maneira adequada. De que adianta um profissional competente mas que ao escolher suas roupas para ir trabalhar não leva em consideração o perfil da empresa e do cargo que ele ocupa? E o que falar do profissional que não respeita a hierarquia que existe nas organizações, que não faz uso constante da ética, da boa educação, que não respeita o cliente interno e nem o externo? E quando um almoço de negócios vira um verdadeiro pânico em função de alguns profissionais não saberem o que fazer com tantos talheres, tantos copos, com o guardanapo, ou quando perdem o foco da negociação por causa de um simples caroço de azeitona?

Será que na sua empresa existe uma postura profissional adequada?